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quarta-feira, 23 de março de 2011

Grutas de Santo António

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Grutas de Santo António

Descobertas por acaso por dois homens que trabalhavam na Pedra do Altar, Porto de Mós, em 1955, as Grutas de Santo António fazem parte de um conjunto de grutas existentes na Serra de Minde, na área do Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros, zona tão rica neste tipo de património, inserida no Maciço Calcário Estremenho.
A gruta ocupa uma área aproximada de 6 000m2 , tendo a sala maior 80 por 50m, com uma altura máxima de 43m.
A temperatura dentro da gruta oscila entre os 16 e os 18ºC, quando é menor que 12ºC é por norma encerrada até os valores normais voltarem a ser naturalmente estabelecidos. Ao longo da gruta está presente uma iluminação especial, para realçar a beleza natural da gruta, com um fundo musical apropriado.
Calcula-se que as grutas de Santo António existam há 50 mil anos, crescendo as estalactites e estalagmites à razão de um centímetro por cada século. 

Castelo de Óbidos

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Castelo de Óbidos

O castelo de Óbidos terá sido originariamente edificado pelos árabes, no local que já tinha sido ocupado por lusitanos, romanos e visigodos, e no contexto da expansão do território português e reconquista cristã da Península Ibérica, D. Afonso Henriques tomou este castelo por volta de 1148.

No reinado de D. Sancho I, foram executadas obras neste castelo, que resistiu aos ataques e se manteve fiel ao rei D. Sancho II, durante a crise que levaria à sua deposição e subida ao trono de D. Afonso III, esta tomada de posição passaria a fazer parte do seu brasão de armas, «mui nobre e sempre leal».

Uma particularidade deste castelo é que depois de ter sido entregue pelo rei D. Dinis, como dote, à Rainha Santa Isabel, viria a fazer parte do dote das rainhas seguintes, chegando a ser residência da rainha D. Leonor, esposa de D. João II.

D. Manuel I, é responsável por importantes melhoramentos no castelo e na vila, sendo dessa época a reconstrução dos Paços do Alcaide. O Terramoto de 1755 causou muitos danos ao castelo, mas ainda viria a desempenhar a sua função durante as invasões francesas, contribuindo para a derrota do exército francês.

Classificado como Monumento Nacional, tem instalada, desde 1951, a Pousada de Óbidos, que ocupa o paço de estilo Manuelino construído no início do século XVI, e recuperado dos danos que sofreu no terramoto de 1755.

Castelo de Leiria

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Castelo de Leiria

O Castelo de Leiria foi mandado construir por D. Afonso Henriques, como forma de estabelecer uma linha defensiva contra os árabes, mas as suas guerras com a Galiza fizeram com que os árabes aproveitassem a deslocação dos exércitos do Condado Portucalense para o norte, para, por duas vezes, conseguirem apoderar-se de Leiria. 

Em 1142, depois de reconquistar definitiva Leiria, D. Afonso Henriques, mandou reforçar a as defesas do castelo e D. Sancho I, já por volta de 1195, mandou erguer as muralhas da cidade.

A importância desta cidade foi crescendo, tornando-se palco de actos importantes, como a reunião das primeiras cortes, convocadas por D. Afonso III, foi residência de D. Dinis e da rainha Santa Isabel, nova reunião de cortes no reinado de D. Fernando e D. João I, celebra ali o casamento do seu filho D. Afonso, e também lançou os trabalhos de construção do novo Paço da Rainha.

Ao longo dos séculos o castelo foi perdendo progressivamente o valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado, só em finais do século XIX, por iniciativa dos Amigos do Castelo, foram iniciadas obras de restauro e no início do século XX, foi classificado como Monumento Nacional.

Obras de recuperação deste monumento foram sendo executadas ao longo do século XX, algumas desfizeram trabalhos anteriores, considerados pouco rigorosos e ainda em 1990, foram realizadas intervenções.

O castelo foi construído sobre uma planta poligonal irregular, com sólidas muralhas e torres, tem no interior o Paço Real, a Igreja de Santa Maria da Pena e a Torre de Menagem.

Mosteiro da Batalha

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Mosteiro da Batalha

Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2007, o Mosteiro da Batalha, ou Convento de Santa Maria da Vitória é uma das maiores jóias arquitectónicas Portuguesas, e também o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis.
Mandado edificar pelo rei D. João I, Mestre de Avis, como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota que deu o mote final na difícil crise de 1383-85, os trabalhos de construção iniciaram-se em 1388, atribuídas ao Mestre Afonso Domingues.
O Mosteiro da Batalha é hoje o grande monumento do Gótico final português e o primeiro onde se estreou a "Arte Manuelina".

Em 1402 surge a influência Gótica Flamejante, pela mão do Mestre Huguet que se encarrega das obras de construção do Mosteiro, dotando a estrutura de um novo fôlego, iniciando-se a construção da abóbada da Sala do Capítulo, da Capela do Fundador e das Capelas Imperfeitas (panteão do rei D. Duarte).
Posteriormente foi construído o Claustro de D. Afonso V (obra de Fernão de Évora) e foram fechadas das galerias do claustro.
O Mosteiro viu, então as suas obras como que terminadas abruptamente, possivelmente pela construção de outros importantes monumentos, tais como o majestoso Mosteiro de Belém, sendo só por volta de 1840 dotada atenção à necessidade de restauro, iniciando-se várias obras de conservação e restauro que duraram largos anos.

Sabe-se que ao projecto inicial da construção deste Mosteiro correspondem as diversas dependências monásticas como a Sala do Capítulo, o Refeitório, a Sacristia, a Igreja e o Claustro, entre outros, assemelhando-se em muito em termos estruturais este projecto ao “vizinho” Mosteiro de Alcobaça.

De destacar, igualmente, que no Mosteiro da Batalha se encontra o mais importante núcleo de Vitrais Medievais Portugueses, visíveis na Capela-Mor e na Sala do Capítulo, albergando ainda o importante arquivo e o espólio da oficina de Ricardo Leone.

Sabe-se hoje que um pequeno e modesto templo, conhecido por Igreja Velha, terá sido construído no início das primeiras obras de construção do Mosteiro, onde se celebravam as cerimónias para todos os operários do estaleiro.

Mosteiro de Alcobaça

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Mosteiro de Alcobaça

A Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, também conhecida como Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, é uma das obras-primas da arquitectura e história Portuguesa, classificada pela UNESCO como Património Mundial, considerada mesmo uma das mais importantes abadias Cistercienses
Europeias.
Doada pelo primeiro rei Português, D. Afonso Henriques, a Bernardo de Claraval, as obras de construção da Abadia iniciaram-se em 1178, sendo a primeira obra verdadeiramente em estilo Gótico, erguida em solo português. Os seus traços gerais enquadram-se no rigor, austeridade e pureza das formas construtivas do espírito de S. Bernardo, que se devotava à oração, penitência, renúncia aos bens materiais e trabalho manual, em constante comunidade e no mais absoluto silêncio.


Do conjunto monástico fazem parte a Igreja com planta em cruz latina, e três claustros seguidos, de dois andares. Recentemente foi descoberta a existência de um quarto claustro que terá sido destruído aquando o grande terramoto de 1755.
De grande destaque é o Deambulatório, a Sala do Capítulo, a Sacristia, a Capela das Relíquias, o Parlatório, o Dormitório, a Sala dos Monges, o Refeitório, a Cozinha Velha e Nova, os túmulos de D. Afonso II (1185-1123) e D. Afonso III (1210-1279) e os muito famosos túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro, naquela que é considerada uma das mais trágicas histórias de amor de Portugal.




D. Pedro e D. Inês de Castro O príncipe D. Pedro (1320-1367), casado com D. Constança Manuel, perde-se de amores por uma das aias de sua mulher, a castelhana Inês de Castro. Após a morte de D. Constança, o rei assume publicamente o seu amor por D. Inês, passando a viver maritalmente com esta, nascendo desta relação três filhos. A relação foi condenada pelo pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV, condenando à morte, em 1335, D. Inês, por alegada traição ao reino.
Após subir ao trono D. Pedro I levou a cabo a missão de vingança, condenando com violência todos os culpados e envolvidos na morte da sua amada, decretando também D. Inês como rainha de Portugal.
D. Pedro ordenou a construção do seu túmulo e da sua amada, transladando os restos mortais de D. Inês para o Mosteiro de Alcobaça, constituindo hoje uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média no País.
O Rei determinou no seu testamento que, aquando a sua morte, os túmulos deveriam ser colocados de modo a que no dia do juízo final, quando os dois apaixonados ressuscitassem, se olhassem olhos nos olhos.
Hoje em dia estes túmulos são visitados por muitos apaixonados, muitos no próprio dia do casamento, dizendo-se que quem jura fidelidade a este amor, vê a eternidade do seu próprio. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Castelo de Arouce - Lousã

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Castelo de Arouce - Lousã

O Castelo da Lousã, conhecido também como Castelo de Arouce, situa-se num estreito contraforte da Serra da Lousã, a poucos quilómetros de Arouce, não se conhece ao certo quando foi edificado, mas a tradição popular conta que na época da ocupação muçulmana, um emir de nome Arunce, o terá construído para proteger uma filha.

Este emir teria sido expulso de Conimbriga, pelas forças cristãs e antes de se dirigir ao Norte de África, para pedir reforços, terá construído este castelo para proteger a sua filha, de nome Peralta e as suas riquezas. Com esta história é também justificado o nome da povoação de Arouce.

Pondo de parte a lenda, o castelo poderá ter sido edificado por volta de 1080, na época de Fernando Magno, que dominava esta região, depois de a ter reconquistado ao árabes, que voltariam a conquista-la em 1124, para voltar a ser reconquistada por, Teresa de Leão e passar para o domínio português, com a independência do Condado Portucalense.

Toda a região da Lousã pertenceu aos duques de Aveiro até 1759, passando depois para a posse da Coroa portuguesa. Já no século XX foi classificado como Monumento Nacional, desde o que tem vindo a ser alvo de obras de conservação do edifício e da paisagem florestal que o rodeia.

O castelo tem pequenas dimensões, as muralhas estão construídas em alvenaria de xisto, cuja Torre de Menagem se salienta entre a vegetação, para quem de longe observa a encosta da Serra da Lousã.

Conimbriga

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Conimbriga

A região de Conímbriga, face às evidências arqueológicas, tem definida a ocupação humana, desde a idade do ferro até ao século VIII, da nossa era, com o domínio romano situado a partir da segunda metade do século I a.C.

Provavelmente de origem celta, a cidade de Conímbriga sofreu grandes alterações durante o domínio romano, com a construção de diversos edifícios, como as termas ou o Fórum, adquirindo uma elevada importância.

O declínio do Império Romano e as invasões bárbaras da península, que tomaram de assalto a cidade, por volta de 460, ditaram o abandono progressivo de Conímbriga, refugiando-se a sua população em locais que ofereciam melhor defesa.

A riqueza dos mosaicos encontrados, os sistemas de distribuição de água, as termas, os vestígios do Fórum, e uma série de artefactos expostos no, Museu Monográfico de Conímbriga, justificam uma visita atempada a esta antiga cidade romana.

Sé Velha de Coimbra

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Sé Velha de Coimbra

A Sé Velha de Coimbra é o um dos edifícios em estilo românico mais importantes de Portugal. A construção da Sé começou em algum momento depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques declarou-se rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando, Conde de Coimbra.
Atribui-se o projeto da Sé românica a mestre Roberto, de possível origem francesa, que dirigia a construção da Sé de Lisboa na mesma época e visitava Coimbra periodicamente. A direcção das obras ficou a cargo de mestre Bernardo, também possivelmente francês, substituído por mestre Soeiro, um arquitecto que trabalhou depois em outras igrejas na diocese do Porto.
A Sé Velha de Coimbra é a única das catedrais portuguesas românicas da época da Reconquista a ter sobrevivido relativamente intacta até os nossos dias. A Sé Velha e, em menor grau, as Igrejas de Santiago e São Salvador, são expoentes da fase alfonsina do românico coimbrão.

Vista do exterior, a Sé Velha lembra um pequeno castelo, com muros altos coroados de ameias e com poucas e estreitas janelas. A aparência de fortaleza é comum às catedrais da época e explica-se pelo clima bélico da Reconquista.
O aspecto mais notável da decoração românica da Sé Velha é o grande número de capitéis esculpidos (cerca de 380), que a converte em um dos principais núcleos da escultura românica portuguesa. Os motivos são entrelaços geométricos e vegetalistas de influência árabe ou pré-românica, assim como quadrúpedes e aves enfrentadas. Praticamente não há representações humanas, e não há nenhuma cena bíblica. A ausência de figuras humanas é, talvez, consequência de os artistas serem moçárabes (cristãos arabizados) que se haviam estabelecido em Coimbra no século XII.
No século XIX todo o edifício foi objecto de uma campanha restauradora que visou devolver-lhe a pureza medieval original, objectivo depois continuado na primeira metade do século XX.

Universidade de Coimbra

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Universidade de Coimbra

A história da Universidade de Coimbra remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que a Universidade foi criada no século XIII, em 1290.
Antes, porém, em 1288, foi elaborada uma Súplica ao Papa Nicolau IV (de que só se conhece o traslado) datada de 17 de Novembro de 1288 e assinada pelos abades dos Mosteiros de Alcobaça, Santa Cruz de Coimbra e S. Vicente de Lisboa e pelos superiores de 24 igrejas e conventos do Reino.
A bula do Papa Nicolau IV, datada de 9 de Agosto de 1290, reconheceu o Estudo Geral, com as faculdades de Artes, Direito Canónico, Direito Civil e Medicina. Teologia foi reservada aos conventos dominicanos e franciscanos
A Universidade foi instalada em Coimbra, no Paço Real da Alcáçova, em 1308.
Durante os seus mais de sete séculos de existência, a Universidade foi crescendo, primeiro por toda a Alta de Coimbra e depois um pouco por toda a cidade, encontrando-se actualmente ligada a gestação da ciência e da tecnologia e difusão da cultura portuguesa no mundo.
Continuando a manter o renome de outros tempos, é indiscutível a qualidade do ensino em Coimbra. 

Castelo de Rodão

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Castelo de Rodão

O Castelo de Rodão e Capela de Nossa Senhora do Castelo, também conhecido por Castelo do Rei Wamba, situa-se a cerca de 2km do centro de Vila Velha de Ródão, na região Centro de Portugal.

Situado num local de grande beleza natural, sobranceiro ao Rio Tejo que aqui confere paisagens indescritíveis, pensa-se que a sua origem remonte ao tempo de ocupação Moura da região, ao contrário do que o sabor popular afirma, ao associá-lo ao Rei Wamba (672-680), último grande rei dos Visigodos.

O conjunto é composto por uma torre-atalaia, de forma quadrangular, erguida provavelmente pelos Templários entre os séculos XII ou XIII, popularmente denominada como torre de menagem, envolvida por uma muralha. A cerca de 150 metros encontra-se o templo rústico de Nossa Senhora do Castelo, já muito degradado, sobretudo no interior, pelos sucessivos roubos e degradação que tem sido alvo ao longo dos séculos.

A estrutura terá sido reedifica no século XII, no contexto da afirmação da Nacionalidade e Independência Portuguesa, e pensa-se que poderá ter sofrido posteriores trabalhos, nomeadamente nas épocas moderna e contemporânea, em particular no período das invasões francesas.

Este conjunto foi classificado em 1990 como Imóvel de Interesse Público.

Está agora em curso uma renovação deste espaço, com vista à preservação e divulgação deste importante legado patrimonial.


A Lenda do Rei Wamba 
Diz-se que nesta região vivia o rei Wamba, um guarda da Egitânia que combatia os Mouros.
Certo dia, a mulher do rei Wamba caíu de amores pelo rei mouro e este, para a raptar, tentou fazer um túnel que passaria por baixo do Tejo. No entanto os cálculos foram mal feitos e o buraco saiu ao nível das águas. Descobrindo a finalidade do buraco, e vendo a paixão que a sua mulher manifestava pelo outro, o Rei Wamba ofereceu-a então ao outro Rei como presente, mas atada à mó de um moinho, rolando pelas encostas até ao Rio Tejo. Pelo sítio onde passou a mó com a mulher do Rei Wamba atada nunca mais nasceu qualquer vegetação, conforme hoje ainda se pode verificar no local.

Ponte Romana de Idanha-a-Velha

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Ponte Romana de Idanha-a-Velha

Esta é uma antiga Ponte de origem Romana situada sobre o bonito Rio Pônsul, na histórica localidade de Idanha-a-Velha, antiga Egitânia, a capital da “civitas Igaeditanorum“, que parece ter sido fundada pelo Imperador Augusto, numa zona de grande beleza natural.

A região de Idanha-a-Velha apresenta, pois, uma forte influência Romana, de um território que foi muito importante por alturas desta ocupação. Esta Ponte situar-se-ia no importante eixo viário entre Mérida (Emérita Augusta) e Braga (Bracara Augusta), que teve várias reconstruções ao longo da Idade Média.

A Ponte granítica é considerada uma obra prima de engenharia Romana, assente sobre arcos ogivais, e tem sofrido diversas alterações e restauros ao longo dos séculos, mantendo-se contudo ainda um marco importante da antiga Egitânia que albergava milhares de habitantes. 

Castelo de Monsanto

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Castelo de Monsanto

O castelo de Monsanto, à semelhança dos que foram implantados nesta região, terá sido construído pelos templários, a quem D. Afonso Henriques, entregou estas terras depois da reconquista aos árabes. 
No maciço rochoso onde está implantado o castelo, poderá ter existido um castro pré-histórico, depois ocupado pelos romanos, mas esta fortificação só aparece com o domínio dos Templários, que também não tiveram essa posse durante muito tempo, já que há registos da entrega destas terras à
Ordem de Santiago, ainda no reinado de D. Afonso Henriques.
No reinado de D. Dinis, o castelo terá sido reparado e ampliadas as suas defesas, e voltaria a ser actualizado durante a Guerra da Restauração, no século XVII. Com participação activa nas diversas guerras com Espanha, esta fortaleza foi tomada em 1704, na sequência da Guerra da Sucessão, mas no mesmo ano foi retomada pelos portugueses.
Já no início do século XIX, a Guerra Peninsular, dá origem a nova de remodelação, que terá passado pela demolição de cinco torres, construção de três novas baterias e adaptação da igreja do castelo para paiol, que anos mais tarde explodiu e causou graves danos no castelo. 
A uma cota de cerca de 750 metros acima do nível do mar, possui dois recintos distintos delimitados por muros, a Torre de Menagem está situada na praça de armas, onde também se situa a cisterna e as ruínas da Capela de Nossa Senhora do Castelo. O castelo e as muralhas de Monsanto encontram-se classificados como Monumento Nacional.

Lenda 
As Festa da Santa Cruz em Monsanto estão ligadas a uma lenda, que refere a salvação da fortaleza durante um ataque, que não se precisa, se terá sido feito pelos romanos ou pelos mouros.
De qualquer forma, este cerco, que durava há sete anos, tinha atingido os limites de resistência dos sitiados, que só já tinham uma vitela e pouco trigo para se poderem alimentar, mas como estratégia desesperada, uma das mulheres sugeriu que se alimentasse a vitela com trigo e a lançassem das muralhas. 
Ao cair contra as rochas, o ventre da vitela abriu-se e espalhou-se o trigo, convencendo o inimigo de que os sitiados estavam bem abastecidos de alimentos e decidiram levantar o cerco. 
Este episódio é atribuído ao dia 3 de Maio, data em que as mulheres vestem as suas melhores roupas, e ao som de adufes e canções populares, lançam do alto das muralhas, potes brancos, simbolizando a vitela que salvou a vila.

 

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